domingo, 8 de junho de 2014

Varredura nas revistas de junho



Já sabemos que peças de desfile são conceitos e não roupas para serem usadas.
Em revistas temos uma mistura e para diferenciar, algumas vezes, fica difícil.
Ouço muita gente dizendo “lindo, mas jamais vestiria”. Equivoco! Basta saber como extrair a peça que você poderá vestir nas mais diversas ocasiões/situações.
Selecionei somente roupas  totalmente possíveis!
Se  bateu dúvida, se você se perguntou como, me pergunte! ;)

VOGUE

Couro, jeans rasgado com blusas em renda e transparência, curtos (vestidos, saias ou short) com over knee boot e chapéu.
















ELLE

Couro, vermelho (use e abuse desta cor, inclusive no batom) e cores vibrantes misturadas, animal print, pele, moletons com detalhes, renda, saia de todos os comprimentos



















L'OFFICIEL

Catherine Deneuve na revista e inesperadamente  Isabele Adjani!
























BAZAAR

Reforçando o vermelho! Esta gladiadora da Schutz é um arraso!













Selfie



A FFWMAG é uma revista trimestral com foco em moda e comportamento.
A publicação de número 36 fala sobre o SELFIE. Vale a pena dar uma lida!
Se pensarmos auto-retrato/self portrait sempre existiu na história da arte. Uma visão do autor sobre si mesmo ou determinado momento de sua vida, como exemplo, o “soft self portrait” de Dali. 


Nesta representação vemos suportes de metais que seguram sua carne flácida.

Por um bom tempo me questionei e critiquei verdadeiras avalanches de posts de pessoas se fotografando em frente ao espelho.
De repente, quando percebi, estava me fotografando.
Mais ou menos como quando ouvimos nossa voz gravada. Nunca parece que somos nós. Temos um ouvido distorcido pra ela, a voz. Assim como, muitas vezes, temos uma visão distorcida de nós mesmos. Talvez o sefie nos preste um serviço. Quem é aquela pessoa na foto? O que ela sente, como se comporta, qual sua capacidade de disfarçar, qual sua capacidade de encarar a realidade? E por aí vai...
O que eu considerava apenas exibicionismo, atualmente, considero ato de coragem.
Obviamente pra tudo tem o bom senso.
Sim, exibicionistas irão sempre existir. Mas este assunto daria páginas e páginas de discussão.
Estou falando daqueles que registram um momento, encontram algo que não esperavam, que surpreende e por si mesmos tem a coragem de mostrar para milhares de pessoas. Não é nada fácil olhar-se no espelho.
Me  rendi ao selfie.

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